Assistentes sociais falam do Cadastro Único

Iniciam atendimentos do Cadastro Único

Os atendimentos às famílias que integram o Cadastro Único (CadÚnico) em Curitibanos serão atendidas pela equipe da Secretaria de Ação Social a partir do próximo dia 20, das 13 às 17 horas.
Conforme dados da Secretaria de Ação Social de Curitibanos, desde o ano passado, cerca de 5 mil famílias curitibanenses estão registradas no Cadastro Único, monitoradas através do Plano Brasil Sem Miséria, do governo federal. Dentro desse montante, são mais de 1.600 famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Família, correspondendo a 17 % da população do município.
De acordo com as assistentes sociais da Secretaria de Ação Social Priscila Zamboni e Suzana de Lima, o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (Cadastro Único) identifica e caracteriza as famílias de baixa renda, entendidas como aquelas que têm renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa; ou renda mensal total de até três salários mínimos.
O Cadastro Único permite conhecer a realidade socioeconômica das famílias, trazendo informações de todo o núcleo familiar, características do domicílio, formas de acesso a serviços públicos essenciais e, também, dados de cada um dos componentes da família. “O Cadastro é base para que os municípios possam destinar recursos às famílias carentes e solicitar apoio para programas sociais”, afirmou Suzana.
Para avaliar o Cadastro Único nos municípios o governo trabalha com estimativas de cada cidade, levando em consideração a quantidade de famílias que devem ser incluídas, sendo a renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa.
Ainda conforme os dados da Secretaria, de junho de 2011 a junho deste 2013, o município inscreveu no Cadastro 37 famílias em situação de extrema pobreza. Em junho ainda, foram transferidos, R$ 194.416 às famílias beneficiadas com o Programa, havendo uma redução de 4,39 % no total de famílias atendidas pelo Bolsa.
As assistentes salientaram que, ao se tornar beneficiário do Bolsa Família, por exemplo, é necessário que cada família siga algumas exigências, como frequência escolar, acompanhamento nutricional e vacinal, além de que a gestantes precisam estar em dia com o pré-natal. “A frequência escolar é um dos quesitos que determina a concessão do benefício. Além disso, a família também precisa comprovar a renda baixa e fazer atualização de cadastro anualmente, caso contrário, o benefício será suspenso. Por isso, pelo menos uma vez ao ano, é preciso vir até a Secretaria atualizar cadastro”, salientou Priscila.
As assistentes informaram que qualquer pessoa pode se cadastrar no CadÚnico. “O cadastro também é referência para que as famílias possam solicitar financiamentos da casa própria ou então receber benefícios de prestação continuada, por exemplo”, elencou Suzana.

SOBRE O CADASTRO ÚNICO
O Governo Federal, por meio de um sistema informatizado, consolida os dados coletados no Cadastro Único. A partir daí, o poder público pode formular e implementar políticas específicas, que contribuem para a redução das vulnerabilidades sociais a que essas famílias estão expostas.
O Cadastro Único é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), devendo ser obrigatoriamente utilizado para seleção de beneficiários de programas sociais do Governo Federal, como o Bolsa Família.
Famílias com renda superior a meio salário mínimo também podem ser cadastradas, desde que sua inserção esteja vinculada à inclusão ou permanência em programas sociais implementados pelo poder público nas três esferas do Governo. 

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