Saúde reforça importância do pré-natal na prevenção da mortalidade materna
Celebrado neste dia 28 de maio, o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna chama atenção para a importância do cuidado integral à saúde da mulher durante a gestação, parto e pós-parto. A data busca conscientizar a população sobre a necessidade do acompanhamento adequado no pré-natal e do acesso à assistência de qualidade, fatores fundamentais para prevenir complicações e salvar vidas.
De acordo com a enfermeira da Secretaria Municipal de Saúde, Lediane Sebem Vedovatto, grande parte das mortes maternas ainda registradas no país pode ser evitada com acompanhamento correto e diagnóstico precoce. “O pré-natal realizado corretamente é essencial para identificar precocemente qualquer alteração, acompanhar o desenvolvimento do bebê e garantir mais segurança para a mãe e para o filho”, destaca.
Além das consultas médicas e de enfermagem, a profissional reforça a importância de manter exames e vacinas em dia, ter uma alimentação adequada, cuidar da saúde mental e procurar atendimento imediato diante de sinais de alerta, como pressão alta, sangramentos, febre, falta de ar ou diminuição dos movimentos do bebê.
No município, o acompanhamento também conta com um Comitê de Mortalidade Materno-Infantil, formado por profissionais da Secretaria Municipal de Saúde e do Hospital Hélio Anjos Ortiz. O grupo realiza reuniões mensais para avaliar casos, acompanhar indicadores e discutir estratégias voltadas à melhoria contínua do atendimento às gestantes e puérperas.
A médica ginecologista Patrícia Daniele Hoffmann de Souza ressalta que a redução da mortalidade materna é um compromisso coletivo e um dos principais indicadores da qualidade dos serviços de saúde. “O desafio de reduzir a mortalidade materna e infantil não é apenas uma meta de saúde, é um dever ético e social”, afirma.
Segundo a médica, complicações como hipertensão gestacional, hemorragias e infecções continuam entre as principais causas de mortalidade materna, mas podem ser detectadas e controladas durante o pré-natal. “Realizar o pré-natal não significa apenas fazer ultrassom. É o momento de identificar riscos precocemente, garantir a imunização da mãe e do bebê e preparar a mulher física e emocionalmente para o parto”, explica.
A recomendação do Ministério da Saúde é que a gestante realize, no mínimo, seis consultas de pré-natal durante a gravidez. O acompanhamento adequado também contribui para reduzir casos de prematuridade e baixo peso ao nascer, fatores diretamente ligados à mortalidade neonatal.
O Brasil assumiu junto à Organização das Nações Unidas (ONU) o compromisso de reduzir a razão de mortalidade materna para menos de 30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos até 2030, dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que gestantes ou mulheres com suspeita de gravidez procurem a unidade de saúde mais próxima para iniciar o acompanhamento o quanto antes. “Nosso objetivo é que cada gestação termine com uma mãe saudável e um bebê nos braços. Cuidar do início da vida é garantir o nosso futuro”, conclui Patrícia.
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Texto: William Dias
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